Buscar


Em que estado ela se encontra?
“Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois isso é justo” (Ef 6,1).
A juventude é chamada de “a flor da idade”, porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, muitos jovens estão sofrendo em nossos dias, porque não sabem o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.
Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.
O maior tesouro da humanidade é a sua juventude. No entanto, em que estado ela se encontra? A quantas anda este tesouro de carne e espírito? Tenho-o visto desprezado, entregue às drogas, ferido pelas armas, destruído pelo álcool, carente de amor e de vida. Que belo tesouro desvalorizado!
O jovem não tem o direito de abandonar-se ou deixar sua vida se estragar; pois ele é a mais bela obra do Criador. Muitos já perderam o magnífico sentido da vida, mas Deus tem um plano e uma vontade para a vida de cada um.
Leia esta estória:
Havia, na Índia, um sábio que desvendava os mistérios da vida das pessoas; ele era assiduamente procurado. Certa vez, um jovem desconfiado e ousado, quis testar a sabedoria do velho sábio. Pegou um passarinho vivo, escondeu-o atrás do corpo e se apresentou diante do homem de cabelos e barbas já brancos.
- O senhor é sábio mesmo?
- Dizem que eu sou.
- Então, responda-me: o que eu tenho em minhas mãos?
- Deve ser um pássaro; jovens como você gostam muito de caçar os pássaros.
- É verdade, o senhor acertou! Parece que é sábio mesmo. Mas me diga, o pássaro está vivo ou está morto?
O sábio agora estava numa situação difícil; se ele dissesse que o passarinho estava morto, o jovem o soltaria a voar; se dissesse que estava vivo, o jovem o mataria em suas mãos sem que o sábio o notasse. Uma cilada de mestre!
- Então, senhor sábio, o passarinho está vivo ou está morto? Responda-me. O senhor não é sábio?
O velho abaixou a cabeça e pensou um pouco.
Depois respondeu ao jovem:
- Depende de você!
Pensativo e cabisbaixo o jovem foi se afastando e, ao longe, olhando para o velho, soltou o passarinho e começou a chorar.
Você jovem tem um passarinho dentro de você. Matá-lo ou deixá-lo viver depende exclusivamente de você, pois você recebeu o dom mais precioso deste mundo: a liberdade. Este pássaro de ouro, que é sua vida, criada à imagem e semelhança de Deus, está em suas mãos. Eu lhe pergunto: o que você vai fazer dela? Depende de você! A vida é sua e de mais ninguém. É o único dom que de fato é inteiramente seu. O resto é seu, mas está fora de você. Não culpe ninguém pela vida que você está levando.
Paul Claudel, um teatrólogo francês convertido, disse que “o jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio”. Só Cristo pode dar ao jovem o máximo. Jesus lhe revela a sua beleza e o seu valor; Ele lhe mostra a grandeza de ser “filho amado de Deus”.
O jovem cristão, como já foi dito, deve honrar os seus pais, como ensina o quarto mandamento; deve ser fiel a seus amigos e irmãos, estudar e trabalhar, nunca perder tempo e jamais jogar a vida fora com coisas vazias. Terá que descansar e pode se divertir, mas de maneira saudável, sem pecar, sem fazer do prazer um fim, mas apenas um meio de descansar e poder viver bem fazendo o bem aos outros.
É na juventude que Deus nos chama a um encontro pessoal com Ele. Para alguns será um chamado para a vida sacerdotal ou religiosa, vivendo no celibato e entregando a sua vida radicalmente a Deus a serviço do seu Reino. Não existe nada mais belo para um jovem do que a vocação sacerdotal. Sem o sacerdote não há Igreja, não há perdão sacramental dos pecados, não há Eucaristia, não há salvação.
O jovem cristão é também um evangelizador; especialmente sendo exemplo no meio de seus amigos, sem ter vergonha de sua fé e de sua Igreja. Hoje é difícil dar testemunho de Jesus, viver como a Igreja ensina, rejeitando o sexo fora e antes do casamento; fugindo das diversões perigosas e de todo pecado; mas, quanto mais isso for difícil, mais necessário será para a sociedade voltar para Deus. O jovem precisa conhecer a doutrina católica, ler e estudar o Catecismo para saber dizer a seus parentes e amigos qual a sua esperança e as razões de sua fé.
Prof. Felipe Aquino.

A castidade é possível
Cansados de uma exploração sexual que banaliza o sexo e degrada a pessoa humana, jovens dos Estados Unidos e outras partes do mundo celebrarão no dia 14 de fevereiro o 4° Dia da Pureza, uma iniciativa de “Liberty Counsel” que busca promover a castidade e a pureza em meio da cultura atual que estimula o hedonismo (o prazer como fim) e a libertinagem sexual.
Orlando, 08 de Fevereiro de 2007 (ACIDIGITAL) – O Dia da Pureza foi criado para conscientizar sobre os perigos da conduta promíscua, uma vez que os jovens são “inundados na escola, na televisão e na Internet com mensagens eróticas que dizem que a luxúria e a exploração são normais e saudáveis e que os valores morais tradicionais devem ser desprezados para explorar sua sexualidade mais cedo e com maior freqüência. Rena Lindevaldsen, coordenadora internacional do Dia da Pureza, explica que “as conseqüências da promiscuidade entre os jovens são devastadoras. Mais de três milhões de adolescentes nos Estados Unidos são infectados a cada ano com algumas doenças sexualmente transmitido. Os Estados Unidos tem a taxa mais alta de gravidez adolescente entre os países desenvolvidos e as jovens que abortam constituem 20 % (cerca de 260 mil) de 1.300.000 abortos realizados a cada ano no país”. Lindevaldsen também destaca que “estes problemas são o resultado direto do fracasso da sociedade em oferecer uma direção moral adequada. Alentamos os estudantes a escolherem a pureza sexual para combater a persistente mensagem de promiscuidade sexual que se promove através da televisão, da Internet, dos filmes, dos jogos eletrônicos e inclusive em alguns programas de educação sexual”. O teatrólogo francês, Paul Claudel, disse certa vez que: “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. “Ser homem não é dominar os outros, mas dominar-se a si mesmo”. Cresce no mundo a importância da Castidade. Para dar um exemplo dessa “contra-revolução sexual ” cito o caso de milhares de jovens americanas, de 13 a 21 anos, do movimento True Love Waits (O Verdadeiro Amor Espera), lançado em 1994 na cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland, Estados Unidos, as quais prometeram, por escrito, manter-se virgens até o dia do casamento. O pacto que assumiram diz o seguinte:“Acreditando que o verdadeiro amor espera, eu me comprometo diante de Deus, de mim mesma, minha família, meu namorado, meu futuro companheiro e meus futuros filhos a viver a castidade até o dia em que entrar numa relação de casamento” (Jornal do Brasil, Ana Maria Mandin, 12/03/94).Este exemplo não é único, e mostra o renascer da castidade.Quando o Papa João Paulo II esteve nas Filipinas, em janeiro de 1995, na “Jornada Mundial da Juventude”, houve uma concentração de 4 milhões de pessoas para participar da missa que ele celebrou
em Manila. Nesta ocasião um grupo de cincoenta mil jovens entregou ao Papa um abaixo assinado se comprometendo a viver a castidade.O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Isto dá um novo sentido à vida. Não fomos criados para nos contentarmos apenas com o prazer sexual passageiro; não somos animais. Fomos feitos para o Infinito, e só em Deus satisfaremos plenamente as nossas tendências naturais.Desgraçadamente a nossa sociedade secularizada, e que vive “como se Deus não existisse” (João Paulo II), promove hoje o sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, e depois se assusta com as milhões de meninas grávidas, estupros, separações, adultérios, etc. É claro, quem planta ventos, colhe tempestades.Vemos hoje, por exemplo, esta triste, vergonhosa e promíscua campanha de prevenção à AIDS através do uso da “camisinha”, patrocinada pelas autoridades. Sinto vergonha diante Deus e dos homens. De maneira clara se passa esta mensagem aos jovens: “pratiquem sexo à vontade, como bichos, mas usem o preservativo.” Ora, o que nos distingue dos animais é o uso da inteligência e a vontade. Dizer aos jovens para viver o sexo de qualquer jeito, fora das exigências do casamento, é trata-los como animais irracionais, é bestializa-los. Isto é imoral e decadente.Será que não temos algo melhor para oferecer aos jovens?Outro exemplo de importância da castidade vem do México. A Secretaria de Saúde do governo mexicano reconheceu a eficácia da abstinência e a fidelidade como médios para evitar a AIDS, e anunciou que incluirá ambos os métodos na informação que dá aos jovens sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes em adolescentes.O subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde da dependência, Mauricio Hernández Ávila, declarou à imprensa que não têm contemplado promover nem distribuir massivamente preservativos porque consideram que essa estratégia, recomendada pela Organização Mundial da Saúde, não gera mudanças nas atitudes dos jovens.Hernández disse que “se você praticar a abstinência é um bom método, o mais seguro, aí não há perda; praticar a fidelidade é um bom método”. (Fonte: ACI- 24/01/2007)Também na África a castidade tem dado belos frutos. O Presidente de Uganda, Yoweri Museveni, perante os delegados de 17 países que participaram de uma cúpula sobre a AIDS na África, rejeitou a proposta de entregar preservativos nas escolas porque – afirma – “isto só causará mais contágio”. Com a autoridade de ser o protagonista da política mais bem-sucedida na luta contra a AIDS na África, Museveni afirmou que promovendo a abstinência o seu país reduziu a AIDS com melhores resultados que naquelas nações onde se privilegia o uso dos preservativos. “Para nós é inaceitável ir às escolas primárias ou secundárias e ensinar os alunos como serem promíscuos e usar preservativos”, indicou Museveni. Na cúpula, o Presidente Museveni recebeu o “Prêmio Elizabeth Glaser Pediatric Foundation Leadership” pelo seu compromisso com a saúde dos menores. Museveni assinalou que o preservativo é um “investimento perigoso” porque há indicadores que mostram que não podem bloquear certos vírus. “Deveríamos encontrar outras formas de ocupar as mentes das nossas crianças”. O Presidente indicou que as crianças devem ser educadas em como encontrar os seus companheiros de vida. (Fonte: ACI em 20/10/2004)

A Igreja ensina no Catecismo que: “Todo batizado é chamado à castidade. O cristão “se vestiu de Cristo” (Gal 3,27), modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade”. (§2348) “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais”.(§2396)
Prof. Felipe Aquino

Falhas da camisinha
Ainda tem gente que pensa que o uso da camisinha garante 100% contra a infecção pelo vírus da AIDS. Esta pergunta pode ser respondida com fatos, contra os quais não há argumentos. Duas notícias vinda da África são chocantes e mostram quanto estão enganados os que confiam no preservativo para o combate à AIDS.
1 – A “Revista Época” ( n.485 de 03 set 2007 –  pg. 19) publicou a seguinte noticia:
África do Sul – Um trágico Recall de camisinhas
“O Departamento de Saúde pediu um recall de 20 milhões de camisinhas distribuídas à população, depois de descobrir que o fabricante subornou um funcionário do governo para aprovar produtos defeituosos. O índice de contaminação por HIV no país é de 14% da população, um dos mais altos do mundo.”
Camisinha defeituosa é apenas um dos itens que podem levar o preservativo a falhar ao impedir a contaminação pelo vírus. Além dos defeitos, sabemos que há poros em todos os tipos de camisinhas que deixam passar o vírus, no mínimo em 10%. Além disso há que se levar em consideração as condições de má embalagem, má conservação, data de vencimento ultrapassado, etc. Será que no Brasil é diferente?…
2 – O Arcebispo de Maputo, capital de Moçambique, Dom Francisco Chimoio, fez uma gravíssima denúncia à cadeia BBC de Londres, de que dois países europeus enviam “deliberadamente preservativos infectados com HIV” para destruir a população africana. (fonte: acidigital.com – 28 set 07). O Arcebispo assegurou que “seu propósito é terminar com a população africana. Se não estivermos atentos terminaremos extintos no transcurso de um século”.Dos 19 milhões de habitantes que tem Moçambique, 16,2% estão  infectados com o HIV, e a cada dia se registram 500 novos casos.É gravíssima esta denúncia feita pelo Arcebispo africano e precisa ser investigada urgentemente pela ONU, pois trata-se de crime contra a humanidade.Vários governos estão descobrindo que o melhor meio de prevenir a população contra o contágio da AIDS, é a abstinência sexual e a fidelidade conjugal. Perante os delegados de 17 países que participaram de uma cúpula sobre a AIDS na África, o Presidente da Uganda Yoweri Museveni rejeitou a proposta de entregar preservativos nas escolas porque – afirma – isto só causará mais contágio. Museveni afirmou que promovendo a abstinência o seu país reduziu a AIDS com melhores resultados que naquelas nações onde se privilegia o uso dos preservativos. Uganda é o único país africano que conseguiu baixar substancialmente a taxa de infecção por HIV.
Através de uma campanha intensa baseada na mensagem da abstinência sexual e fidelidade conjugal, Uganda alcançou uma redução da taxa de infecção de 29% para 4% em apenas dez anos.
Por outro lado, em Botswana e África do Sul, onde houve um derramamento de camisinhas, a AIDS aumentou. A África do Sul tem  22% da população com o vírus . A situação de Botswana é ainda pior, com 37% da população adulta infectada pela AIDS.
O professor Norman Hearst, da Universidade da Califórnia
em São Francisco, nota que em Botswana as vendas de camisinhas aumentaram de 1 milhão em 1993 para 3 milhões em 2001, ao passo que a infecção pelo HIV entre mulheres grávidas em centros urbanos aumentou de 27 para 45%. Nos Camarões, do mesmo modo, vendas de preservativos aumentaram de 6 milhões para 15 milhões, enquanto a AIDS subiu de 3 para 9%.”
Fica claro que contra a AIDS só há uma garantia de 100%: abstinência sexual antes do casamento e fidelidade conjugal. A Igreja, “doutora em humanidade” (Papa Paulo VI), tem razão.
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

É preciso reafirmar: "Eu Creio"!



" A cada dia, a cada situação - boa e ruim - da nossa vida é preciso reafirmar a nossa fé. Se a nossa fé está pouca, reafirmemos a nossa esperança. O Padre Léo nos ensinou algo tão simples, mas que muitas das vezes nós nos esquecemos: Há amor em mim! Há amor em mim!
 
"Deus nos ama com amor infinito.. Deus nos ama com um amor Eterno... Deus nos ama com um amor incondicional."
 
Na fraqueza da fé, muitas das vezes desconfiamos e nos perguntamos se Deus realmente nos ama. Mas, no mínimo, devemos dar crédito a esse Deus que foi capaz de entregar a própria vida pela nossa.

Por mais que a ciência tente provar, por A + B, que Deus não existe, por mais que pessoas que se auto-proclamem possuidoras da verdade e bradem que Deus e a religião são criações humana, devemos reafirmar, mesmo com o pouco de fé que nos resta que cremos."

(Robson.P. Roque)


Para pensar...


O aborto só seria interessante se pudéssemos saber o tipo de pessoa que nasceria, dessa forma o nascimento dessas cretinas assassinas poderia ser evitado. Mas infelizmente isso não aconteceria, então com o aborto corremos o risco de evitar o nascimento de possíveis pessoas boas, honradas, de possíveis Beethovens, Einsteins, Carl Sagans…
Agora me responda se você recomendaria um aborto nesses casos:
  1. O pai é asmático e a mãe está tuberculosa. Eles tem quatro filho, sendo o primeiro cego, o segundo surdo, o terceiro já falecido e o quarto tuberculoso. A mãe está grávida de novo. Você recomendaria o aborto nesta situação?
  2. Um homem branco estupra uma menina negra de 13 anos deixando-a grávida. Se você fosse o pai da jovem violentada você recomendaria o aborto?
  3. Uma senhora está grávida. Já tem uma penca filhos, sendo que dois morreram. Seu marido está na guerra e a ela resta pouco tempo de vida. Você recomendaria o aborto a esta senhora?
  4. Um pastor e a sua esposa enfrentam problemas econômicos muito fortes. Eles já tem 14 filhos e são realmente pobres. Você recomendaria que a esposa desse pastor que abortasse o seu décimo quinto filho?
  5. Uma jovem está grávida e não é casada. Seu noivo não é o pai do bebê que está esperando. Você recomendaria que ela abortasse?
Se suas respostam foram sim:
  1. Você acabou de abortar Beethoven! Vai passar o resto da vida ouvindo Funk Carioca! 
  2. Puts! Você acabou de abortar Ethel Walters, uma das mais famosas cantoras negras do mundo. Como castigo vai ter que ouvir chorando Luan Santana e descer na boquinha da garrafa ouvindo pagode, seu cabaço!
  3. Puts! Você abortou o Papa João Paulo II, um homem enviado por Deus para mudar a História da humanidade, seu satanista!
  4. Eu já estou ficando nervosa! Você acabou de matar John Wesley, um dos maiores pregadores da História!
  5. Mermão! Tú acabou de matar JESUS CRISTO! PUTS! Você é um mangina escroto! Não aguenta 10 minutos de porrada comigo! E aí? Vai encarar?





Para ler e compartilhar...


" O mundo está precisando de pessoas felizes, e não de pessoas “perfeitas”. Precisamos de pessoas com brilhos nos olhos mesmo com as dificuldades, problemas e crises e defeitos. Sejamos luzeiros numa sociedade que está sem brilho nos olhos!
A felicidade não é ausência de problemas, mas uma decisão de vida! Eu decidi ser feliz e fazer os outros felizes,corro atrás deste ideal. 
Qual a vantagem em viver de mal com a vida? 
Faça a escolha certa: Seja Feliz! Tem Jeito! "

Abraço Cleto Coelho!

Aborto e a inércia de um poderoso exército


Alguns fatos ocorridos nos últimos tempos me impressionaram muito, foram eles:
E o mais recente
O que está acontecendo minha gente? Eu não paro de me perguntar!
Por que um descaso deste nível está se tornando comum?
Também enche nossos olhos a luta persistente pela vida por parte destas crianças.
Por que tamanha insensibilidade? Por que tanta sanha em tornar o aborto um valor?
É uma resposta difícil de dar, mas uma pergunta que não podemos parar de fazer.
O que leva alguém a ter um olhar tão indiferente para com um feto ou recém-nascido a ponto de descartá-lo de maneira tão fria assim? Como se fosse um nódulo cancerígeno. Não digo só sobre estes infelizes que foram incapazes de notar que a criança estava viva, ou da médica que mesmo percebendo a criança viva, a jogou no lixo, mas sobre aqueles que relaxaram suas consciências com todo tipo de relativismo medíocre, estes não só praticam o infanticídio como o promovem e o legitimam.
Diferente dos outros posts, este escrevo de maneira lenta como se me paralisasse e me envolvesse um sentimento de incapacidade muito grande, o que não diz de mim. E por um instante me pergunto: Como impedir essa safadeza que é o aborto? Tudo parece tão grandioso, são projetos políticos, organizações abortistas, milhões de dólares, Partidos e Governo, ONU, são tantos recursos internacionais em prol dessa baixaria, que me perpassa o risco de estar escrevendo para defuntos.
Costumo escrever sobre estes absurdos, com respiração forte enquanto interiormente me controlo para não digitar, no ímpeto, alguma expressão agressiva ao extremo. Meus dedos, muitas vezes, se contém para não esculhambar com expressões beirando palavrões; Desta vez é diferente, porém, qual reação explodiria dentro de nós diante das absurdas justificativas do aborto? Diante dos pontos de vista sem sentido, totalmente desprovidos de inteligência, razão e moral; Sofismas, argumentos friamente forjados para defender um idealismo nazista, macabro. Que postura poderíamos ter?
Óóóó não! Se posicionar assim é muito radical!!! Vamos esperar uma lei fascista e racista ser aprovada primeiro aí depois gritaremos em plenos pulmões nas praças públicas.
Observamos a ditadura do laicismo impor seu credo. Observamos tudo de camarote; Matam nossos filhos debaixo do nosso nariz enquanto comentam uns com os outros a tabela do campeonato brasileiro; Noticiam a intolerância por parte dos “fanáticos religiosos ultrapassados” que persistem em defender a vida das crianças só porque estão no ventre de suas mães, só por isso!
Enquanto isso, muitos cristão, que fazem parte da porcentagem 90% no Brasil, observam em casa, torcendo para um dos lados sair vencedor do debate na TV enquanto mastigam seus biscoitos recheados preferidos achando um absurdo o abortista comentar que o feto não é gente,
A covardia dos bons é o que alimenta a audácia dos maus, concordamos contigo Papa João XXIII, mas parece que só concordamos.
Então vamos nos justificar? Tentar explicar nossa inércia dizendo que é assim mesmo? Que os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz e pronto? Barato demais.
Nos sentiremos revolucionários se votarmos numa enquete de site de jornal tendencioso e famoso, cujo resultado não servirá pra coisa alguma?
Enquanto isso, entre os parlamentares, propostas de leis em prol da dignidade humana se misturam com proposições assassinas de princípios nazistas. Inclusive de aborto até os 9 meses (PL 1135/91). Projetos para legalizar o crime.
“Me dêem poder que eu darei a vocês o paraíso aqui na Terra” Assim grita o Marxismo cultural que querem implantar! Então diremos: “Aaaaa sim, com certeza” ? O mesmo paraíso que o Comunismo prometeu ao mundo né ?
Aplaudimos a graninha que entra fácil e compra nosso voto.
Assistimos o Senado trambicar com dinheiro público, viagens pra Miami; Assistimos o Ministério da Saúde forjar dados sobre o número de abortos e distribuir, como se fossem balinhas, pílulas abortivas do dia seguinte, que inclusiva matou 29 mulheres (zenit.com); Assistimos nossas filhas tomá-las, assistimos o presidente falar que legalizar o crime é caso de saúde pública, assistimos a santíssima ONU pressionar a América Latina à declarar seu amor ao aborto, em nome do controle populacional; Assistimos a linda paisagem do navio aborteiro lançando âncora nas nossas praias; Assistimos, assistimos, assistimos, assistimos…pouca coisa além disso.
Imposição do relativismo ético, armada inversão de valores, com direito a planos e maquetes.
O cristianismo só é autêntico quando vai além dos bancos de nossas igrejas;
É bom voltar a ter a respiração forte e os dedos trêmulos.
As notícias relatadas no início deste texto, é o reflexo da mentalidade abortista, que coisifica o ser humano em nome de suas ideologias sem escrúpulo e seus objetivos gananciosos. Aparentemente apenas negligências, mas que na verdade é o retrato da inversão que transformou o assassinato de crianças em símbolo de revolução moral.
Vamos voltar para nossas vidas mais uma vez sem fazer nada? Abrir nossa página do Orkut para ocuparmos com assuntos mais interessantes como: adicionar novas fotos, atualizar nosso perfil ?
Juntos somos mais que isso e podemos fazer algo maior. Comece agora.
Se maniferste CONTRA O ABORTO NO BRASIL, manifeste sua posição:
“A audácia do maus, se alimenta da covardia e da omissão dos bons”.

Muita Paz e Luz
Juliana.

Uma vez mais, além do olhar!


Vôa minha ave

Vôa sem parar

Viaja prá longe

Te encontrarei
Em algum lugar...

Permaneço em ti

Como sempre foi

Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei
Que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu...

Quando eu te vi

O sonho aconteceu

Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu...

Mas você partiu sem mim

E sei que estás

Em algum jardim
Entre as flores...

Anjo!

Meu tão amado anjo

Bem sei que estás
E eu do brando sono
Hei de acordar
Para os teus olhos
Ver uma vez mais...

Mais

O verdadeiro amor espera

Uma vez mais

Quando eu te vi

O sonho aconteceu

Quando eu te vi
Meu mundo amanheceu...

Mas você partiu sem mim

E sei que estás

Em algum jardim
Entre as flores...
//

Quando os olhos vêem

O que ninguém mais vê

Imagens aparecem
Mesmo sem querer...
Quando cada sonho
Se torna real
E tudo que acontece
É sempre um aviso
Um sinal...
Se um dom especial
É dado prá alguém
É prá ajudar o bem
Na luta contra o mal...
É como a luz do sol
Que toca um cristal
E em sete cores
Mostra assim
Que tudo é natural...
É como o som do mar
Que vem nos alcançar
Prá nos mostrar o amor
O amor que existe
Além do olhar...
Longe da razão
O fogo da paixão
Arde o universo
Queima meu coração...
Passado ou futuro
Junto com você
Eu te sinto
Em todo o mundo
E nas estrelas
Posso ver..
Se um dom especial
É dado prá alguém
É prá ajudar o bem
Na luta contra o mal...
É como a luz do sol
Que toca um cristal
E em sete cores
Mostra assim
Que tudo é natural...
É como o som do mar
Que vem nos alcançar
Prá nos mostrar o amor
O amor que existe além do olhar
O amor que existe além do olhar...


(Ivo Pessoa)
Nesta Semana Santa, tomo emprestada e divulgo a ótima pesquisa histórica de meu conterrâneo Paulo Vendelino Kons, de Brusque-SC.
—-
Na celebração da Semana Santa do ano da Graça do Senhor de 2012, um questionamento ainda desperta debates acalorados: Jesus de Nazaré realmente existiu? Para a religião cristã, Jesus é filho de Deus, plenamente Deus e plenamente homem, é o Messias. Cristo é o nome título dado pelos cristãos gregos a Jesus de Nazaré. A palavra “Cristo”, em grego Χριστός (Christós), ou seja, “Ungido” é uma tradução literal de Messias (mashiach). Esse é o Jesus Teológico. Contudo, para a historiografia, esses adjetivos não são os pontos que podem responder essa questão. O Jesus em questão é o que nasceu, viveu e morreu na Palestina, concretamente, num determinado período histórico.
Além de toda a literatura produzida por seguidores, como os 27 livros do Novo Testamento, documentação produzida por historiadores e governantes contemporâneos atestam a historicidade da existência e missão de Jesus Cristo.
Reconstruído pelos historiadores através do método histórico, o Jesus histórico é Jesus de Nazaré. Historiador e professor de História, Juberto Santos explica que “o método usa a alta crítica para analisar os textos evangélicos, principal fonte para a biografia de Jesus, juntamente com textos fontes não canônicos para reconstruir o contexto histórico do primeiro século”. Assim, o Jesus que a historiografia busca estudar é a pessoa de Jesus, homem nascido em Nazaré, filho de um carpinteiro, que viveu no século I, atraindo um pequeno grupo de galileus e, após um período de ministério, foi crucificado pelos romanos na Palestina durante o governo de Pôncio Pilatos.
No tempo presente, revistas, filmes e livros tentam desmistificar o homem Jesus e há aqueles que também buscam comprovar a sua não existência. Para termos certeza se uma pessoa é um personagem histórico é necessário saber se ele realmente existiu, se há informações seguras sobre essa pessoa e se eventualmente podemos lhe atribuir certos escritos ou palavras.
Fontes sobre Jesus e os primeiros cristãos
Um dos maiores obstáculos para estudarmos a vida de Jesus são as poucas fontes que a historiografia dispõe. A Bíblia, com certeza, é uma preciosa fonte de pesquisa, já que nela encontramos textos que retratam a vida e a caminhada de Jesus, além de registros posteriores a sua morte (Atos dos Apóstolos, Apocalipse e as Epístolas). Mas além da Bíblia, existem outras fontes?
De acordo com a historiadora Eliane Moura Silva, da Unicamp, “os fatos da vida de Cristo são relatados de passagem em alguns textos antigos, como a Vida dos Judeus, de Flávio Josefo, que viveu entre os anos 37 d.C. e 103 d.C., porém de forma pontual e não muito extensiva”. Há estudos que revelam serem verdadeiras muitas das referências históricas contidas nos Evangelhos do Novo Testamento, que tratam da vida de Cristo, mas que também foram escritos posteriormente. Trata-se de período conhecido da história do Império Romano, embora a Judéia (onde Jesus viveu) não fosse a principal preocupação nem a província romana mais importante na época.
“O testemunho transmitido por tradição oral nos primeiros séculos têm um peso decisivo, que não pode ser descartado”, pondera o professor doutor Luiz Carlos Susin, da PUC-RS. Mas o professor doutor James Veitch, in Birth of Jesus: History or Myth, afirma que Jesus foi basicamente um bom judeu que fez o melhor de si para apresentar Deus a seus contemporâneos, e teria sido Saulo de Tarso – que ficou conhecido posteriormente como Paulo – o responsável pela disseminação do cristianismo e pela divinização de Jesus. O historiador André Chevitarese, da UFRJ, explica: “Foi o grupo que catequizou Paulo que colocou a ressurreição como elemento central da cristandade de Jesus. E Paulo, um judeu helenizado, que falava grego e vivia em cidades, soube dialogar com outras culturas não judaicas, disseminando o cristianismo”.
Além da Sagrada Bíblia, como fontes podemos citar:
1. Flávio Josefo (37-100 d.C.)
O historiador Josefo que viveu ainda no primeiro século, nascido em Jerusalém (nasceu no ano 37 ou 38), conheceu a primitiva comunidade cristã e, como pertencente à nobreza sacerdotal judaica, ocupou-se criticamente dos seguidores de Jesus.  Também participou da guerra contra os romanos no ano 70. Escreveu em seu livro Antiguidades Judaicas:
- “(O sumo sacerdote) Hanan reúne o Sinedrim em conselho judiciário e faz comparecer perante ele o irmão de Jesus cognominado Cristo (Tiago era o nome dele) com alguns outros” (Flavio Josefo, Antiguidades Judaicas, XX, p.1, apud Suma Católica contra os sem Deus, dirigida por Ivan Kologrivof. Ed José Olympio, Rio de Janeiro 1939, p. 254).
- “Foi naquele tempo (por ocasião da sublevação contra Pilatos que queria servir-se do tesouro do Templo para aduzir a Jerusalém a água de um manancial longínquo),que apareceu Jesus, homem sábio, se é que, falando dele, podemos usar este termo – homem. Pois ele fez coisas maravilhosas, e, para os que aceitam a verdade com prazer, foi um mestre. Atraiu a si muitos judeus, e também muitos gregos. Foi ele o Messias esperado; e quando Pilatos, por denúncia dos notáveis de nossa nação, o condenou a ser crucificado, os que antes o haviam amado durante a vida persistiram nesse amor, pois Ele lhes apareceu vivo de novo no terceiro dia, tal como haviam predito os divinos profetas, que tinham predito também outras coisas maravilhosas a respeito dele; e a espécie de gente que tira dele o nome de cristãos subsiste ainda em nossos dias“. (Flávio Josefo, História dos Hebreus, Antiguidades Judaicas, XVIII, III, 3 , ed. cit. p. 254). (1, pg. 311 e 3).
2. Tácito (56-120 d.C.)
Tácito, historiador romano, também fala de Jesus.
“Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judeia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, para onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela” (Tácito, Anais , XV, 44 trad.) (1 pg. 311; 3)
3. Suetônio (69-122 d.C.)
Suetônio, na Vida dos Doze Césares, publicada nos anos 119-122, diz que o imperador Cláudio: “expulsou os judeus de Roma, tornados sob o impulso de Chrestos, uma causa de desordem”; e, na vida de Nero, que sucedeu a Cláudio, acrescenta: “Os cristãos, espécie de gente dada a uma superstição nova e perigosa, foram destinados ao suplício” (Suetônio, Vida dos doze Césares, n. 25, apud Suma Católica contra os sem Deus, p. 256-257). (1 pg. 311; 3)
4. Plínio, o Moço (61-114 d.C.)
Plínio, o moço, em carta ao imperador Trajano (Epist. lib. X, 96), nos anos 111 – 113, pede instrução a respeito dos cristãos, que se reuniam de manhã para cantar louvores a Cristo. (4, pg. 106). Em sua carta explica: “É meu costume, meu senhor, referir a ti tudo aquilo acerca do qual tenho dúvidas… Nunca presenciei a julgamento contra os cristãos… Eles admitem que toda sua culpa ou erro consiste nisso: que usam se reunir num dia marcado antes da alvorada, para cantar hino a Cristo como Deus…Parecia-me um caso sobre o qual devo te consultar, sobretudo pelo número dos acusados… De fato, muitos de toda idade, condição e sexo, são chamados em juízo e o serão. O contágio desta superstição invadiu não somente as cidades, mas também o interior; parece-me que ainda se possa fazer alguma coisa para parar e corrigir… ” (Ep. X, 96).
5. Tertuliano (155-220 d.C.)
Escritor latino. Seus escritos constituem importantes documentos para a compreensão dos primeiros séculos do cristianismo. Ele escreveu: “Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo…”.
6. Os Talmudes Judeus
A tradição judaica recolhe também notícias acerca de Jesus. Assim, no Talmude de Jerusalém e no da Babilônia incluem-se dados que, evidentemente, contradizem a visão cristã, mas que confirmam a existência histórica de Jesus de Nazaré.
A terra e a gente de Jesus
Jesus viveu e atuou na Palestina, pequena faixa de terra com área de 20 mil quilômetros quadrados, dividida de alto à baixo por uma cadeia de montanhas. A cidade de Jerusalém contava com aproximadamente 50 mil habitantes. Por ocasião das grandes festas religiosas, chegava a receber 180 mil peregrinos. A economia centrava-se na agricultura, pecuária, pesca e artesanato. O poder efetivo sobre a região estava nas mãos dos romanos, que respeitavam a autonomia interna das regiões dominadas. O centro do poder político interno localizava-se no Templo de Jerusalém. Assessorado por 71 membros do Sinédrio (tribunal criminal, político e religioso), o sumo sacerdote exercia grande influência sobre os judeus, mesmo os que viviam fora da Palestina. Para o Templo e as sinagogas convergia a vida dos judeus. E foi nesta realidade que Jesus apareceu na História dessa região.
A cidade de Nazaré
Um vilarejo de trabalhadores rurais numa encosta de serra com, no máximo, 400 habitantes. Segundo os arqueólogos, essa era a cidade de Nazaré no tempo de Jesus. De tão pequena, a vila praticamente não é citada nos documentos da época. “As escavações arqueológicas na cidade não encontraram nenhuma construção importante que datasse do tempo de Jesus”, diz o historiador John Dominic Crossan. “Em compensação, foram encontradas pequenas prensas de azeitonas para a fabricação de azeite, prensas de uvas para vinho, cisternas de água, porões para armazenar grãos e outros indícios de uma vida agrária de subsistência.”
A residência em que Jesus cresceu devia ter chão de terra batida, teto de estrados de madeira cobertos com palha e muros de pedras empilhadas com barro, lama ou até uma mistura de esterco e palha para fazer o isolamento.
A Cruz e a História
“Como esse é um campo cheio de fé e paixões, a busca do Jesus histórico sempre foi um desafio”, diz André Chevitarese, um dos maiores especialistas sobre o tema no país. “Enquanto um religioso conservador ressalta a dimensão espiritual da figura de Jesus, um teólogo da libertação vai buscar nele sua atuação como um revolucionário político.” Jesus foi um revolucionário, podemos até dizer. Ele lutava contra as injustiças e viu as misérias e os sofrimentos da população da época. Também conviveu com os fortes preconceitos em relação às mulheres, samaritanos e pelos leprosos. Deparou-se com a forte repressão romana sobre os judeus e com os embates de grupos revoltosos. Questionou a corrupção e tentou rever alguns costumes judaicos. Foi nesse contexto histórico que Jesus viveu, sendo ele um fator de mudança. Ele falava com as pessoas, tinha atitudes nobres e era um exímio questionador. Não pregou o uso da violência, mas fazia com que os sacerdotes e as demais autoridades da região fossem questionados por suas atitudes e por seu mau exemplo.
A história de vida de Jesus termina com sua morte. A partir daí veremos entrar a ideia do Jesus teológico, no que diz respeito a sua ressurreição, os seus milagres e ascensão. Mas, a ressurreição é uma questão de fé e não de História. Assim, a História não tem o comprometimento de atuar nesse sentido, todavia, ela comprova a existência do Jesus de Nazaré, morto na cruz por seus ideais de mudança, os quais incomodaram por demais as autoridades judaicas. Foi crucificado, assim como qualquer outro criminoso, entretanto seu crime foi denunciar injustiças e anunciar suas idéias. E Yeshua, o judeu pobre que morreu durante a Páscoa em Jerusalém, foi cada vez mais reconhecido e divulgado por seus seguidores e até hoje sua história de vida é exemplo para muitos, mesmo para aqueles que não o seguem. Mas para nós, seguidores seus, “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 14)
Fontes:
- A Bíblia de Jerusalém. (1998). São Paulo: Ed. Paulinas
- Flávio Josefo: uma testemunha no tempo dos apóstolos; (tradução I. F. Leal Ferreira). – São Paulo: Paulus,1986.
- CHEVITARESE, André L., ARGÔLO, Paula F. & RIBEIRO, Raphaela S. (orgs.) Sociedade e Religião na Antigüidade Oriental. Rio de Janeiro: Fábrica de Livros / SENAI, 112-29.
- CHEVITARESE, André L., CORNELLI, Gabriele & SELVATICI, Monica. (orgs.) Jesus de Nazaré: Uma Outra História. São Paulo: Annablume; Fapesp, 2006.
- CROSSAN, Jonh D. O Jesus Histórico: a vida de um camponês judeu no Mediterrâneo. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1994.
____________________
*Paulo Vendelino Kons, 42, historiador e assessor cultural do Instituto Aldo Krieger–IAK